quarta-feira, 12 de março de 2008

Ouça ...




Na voz do vento escuto o silêncio.



Quantas vezes deixei de escutar.



A Lua me fala que a chuva está longe .



E a força do Mar , quais os mistérios tem pra contar?



A Natureza cabe a cada um escutar.



Tudo já está dito .



Quando posso ouvir me sinto bem mais forte.



O Vento do Norte me explica que a Vida é tão rara e tão linda .



O Futuro a quem cabe é o Infinito .



Ser sagrado é o destino de todo Homem.



Mas para que isso aconteça é preciso ouvir a lição do Dia !



Cada um é mais belo !



Sempre , sempre posso olhar e sentir o presente.



O presente do dia!



Que a cada nascer do Sol a vida renova e mostra o segredo maior.



Somos todos parte do segredo .



A Unidade que move o Universo.



Quando todos pudermos olhar e sentir.



A Vida nos dirá!



A verdade é o que fazemos e podemos o paraíso aqui formar.



Olhemos então para a Lua !



Seu domínio, sua Luz tão sublime e pura.



Sempre nos mostra e conduz.



Iluminando as trevas da noite.



Para que quando a hora certa chegar .



Todos nos tornaremos Luz.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Linda Flor de Lótus



Havia um lugar muito distante

Onde posso chamar de meu sertão

Nesse lugar havia um grande deserto ,

onde poucas coisas ousavam viver, pois lá tudo era árido e seco

Esse deserto se chamava Coração.


Mas um dia o vento norte soprou mais forte

E com ele uma pequena semente voou

Era uma linda Flor de Lótus

Semente de amizade , carinho e Amor

Com o orvalho da manhã essa semente brotou

E vem crescendo , bem devagarinho e cativando o deserto

O incrível que com ela tudo mudou

O que era antes árido e feio , hoje começou a pulsar

Com ela cores , sons , aromas e pássaros voltaram a habitar

O antes inóspito , seco e solitário lugar

Mas agora outro nome precisa ter

Pois a linda Flor de Lótus

O fez novamente viver.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Oração ao Sol




Abençoada seja vossa Luz!

Oh grande Pai

Que nos ilumina a cada novo dia, ensinando a humildade

Os pásaros colorem nossos ouvidos anunciando vossa chegada

E oque podemos fazer, é receber-te

Oh grande Pai

a cada dia com alegria

Pois és tu que nos ilumina

esse grande mistério que é a vida

Vem , esblande vossa luz!

Derrama sobre nós vossa benção

Nos ensina a viver em comum união

Me sinto feliz em vossa presença

Mas algumas vezes não me senti digno dela .

Peço-te meu Mestre, para que eu tenha a firmeza, a constância e a resistência em minha vida

Para que eu possa sempre sentir

A alegria de te ver renascer

e para que eu tenha ainda muitas auroras em minha vida

Até o grande dia que nos espera.


segunda-feira, 29 de outubro de 2007

O frio vento da solidão


Chega o vento , o sopro frio .

Já é inverno .

Sono forte, venta na alma.

Já não convicto sinto o mar.

Pensamento gélido, machuca, agride, infésta , ragou meu corpo.

Não quero mais seguir em frente .

Já não sou mais o mesmo , a solidão me beijou com seus frios lábios.

Sinto frio , fome,sede , dor, a cabeça vazia e o coração gelado .

Essa faca corta minha carne , rasga a ferida, vem a dor...

Mas o tempo ...

Ah grande senhor!

Traz pra mim a cicatriz , fecha meu corpo , nasce o novo .

O Sol aquece, ilumina.

O coração pode bater novamente.

O calor depende do esforço.

A mão deve trabalhar , plantar.

Pois a Terra fertiliza a semente.

O novo se faz presente.

A cada Sol nascente, brota nova .

Que eu rege -a então com meu sangue .

Pois com ele posso continuar a brotar.

Andar e crescer é o destino de todo o ser.

Mas e a solidão ?

E esse frio , oque posso fazer?

Onde está esse cobertor?

Por acaso alguém viu o Amor?

Será que é isso que falta?

Quantas perguntas ....

E a as respostas?

Talvez dentro dele mesmo é que está.

E o coração , oque tem a falar ?

Mas ele fala mesmo como dizem ?

e as perguntas afloram e se contradizem.

Ou não , será que não é pra fechar a rima?

Porque rimar, não sou poeta nem mesmo escritor.

Minhas palavras são escritas apenas pra expressar minha dor.

essa dor responde minhas perguntas...

O que falta é o AMor.

sábado, 27 de outubro de 2007

A cor do novo dia




Tanta cor me abre , invade o preto e branco do meu ser


Sonho leve , leva a alma .


Voa , voa sempre calma.


Aberto , alegre , atento , alerto .


Meu desejo descoberto .


Me sinto bem mais perto .


O dia forte e claro .


Mas cada um é muito raro .


Cuidado e carinho na boa colheita , mas também há espinho antigo ...


Dentro da Paz existe um abrigo .


Lugar seguro , porto feliz!


A cada dia que nasce.


Forte cresce , fortalece minha raiz.


O plantio , a colheita e o banquete









Há tantas pessoas , mas tão sozinho me sinto .
Amargo é o sabor da solidão, me é servido na bandeja da colheita , que em longinquas trevas cultivei sem mesmo perceber.
Mas , com a claridade vem também a percepção , o que é plantado deve ser colhido e não se pode negar !
O sentido da estrada da vida é sempre em frente , o único sentido é o sempre e o presente.
Hoje é um belo dia para plantar que quero colher no próximo Hoje que é presente !
Qual é a semente?
Meu próximo banquete terá esperança, servido em bandeja de PAz। E no único sentido de viver, deverá ser colheita de cores , aromas e sabores !

Paz ,Amor e Flores...

O caminho sempre tem escolha!

Sobre o silêncio e a Fala






Nós indígenas conhecemos o silêncio. Não temos medo dele.Na verdade, para nós ele é mais poderoso que as palavras.Nossos anciões eram escolados nos caminhos do silêncio, e passaram estes conhecimentos a nós. Observe, escute e então ja, eles nos disseram. Esta é a maneira de viver. Observe os animais para ver como eles criam seus filhotes.Observe os mais velhos para ver como se comportam. Observe o branco para ver o que ele quer. Sempre observe primeiro, com uma mente e um coração imóveis, daí você aprenderá.Quando tiver observado o suficiente, então pode agir.Com vocês é o oposto. Vocês aprendem falando. Recompensam as crianças que falam mais na escola. Nas suas festas todos estão tentando falar. Em seus trabalhos vocês estão sempre tendo reuniões onde todo mundo interrompe todo mundo, e todos falam 5, 10 ou 100 vezes. Você diz que isso é “resolver um problema”. Quando você está em uma sala e tudo está quieto, você fica nervoso. Você precisa preencher o espaço com sons. Então você vai falando, mesmo antes de saber o que quer dizer. Os brancos gostam de discutir. Não deixam os outros terminarem suas frases. Estão sempre interrompendo. Para os indígenas isto é muito desrespeitoso e mesmo estúpido. Se você começa falando, eu não vou interrompê-lo. Eu escutarei. Pode ser que eu pare de escutar se eu não gostar do que você diz, mas não vou interrompê-lo. Quando você terminar então tirarei minhas conclusões do que você disse, mas não lhe direi que discordo de você a não ser que seja importante dizê-lo. Senão, eu apenas silenciarei e partirei. Você me contou o que eu precisava saber. Não há mais nada a ser dito. Mas isso não é o suficiente para a maioria dos brancos.As pessoas deveriam pensar em suas palavras como sementes.Elas deveriam plantá-las, deixá-las crescer no silêncio.Nossos idosos nos ensinaram que Terra está sempre falando conosco, mas temos que estar em silêncio para ouvi-la. Há muitas outras vozes além das suas próprias, muitas.




Retirado do www.elexion.com (site sobre a cultura sioux lakota) São as palavras de um ancião indígena lakota sobre vários assuntos que dizem respeito ao homem branco. Trechos do livro “Neither Wolf nor Dog. On Forgotten Roads with an Indian Elder" de Kent Nerburn. New World Library, 1994